Atualizações de setembro, 2018 Ativar/desativar aninhamento de comentários | Atalhos do Teclado

  • Jay 22:59 em 28/09/2018 Link Permanente | Resposta  

    Como convivo com a depressão 

    Olá, leitores! Tudo bem com vocês? Espero que sim!

    Vim aqui falar um pouquinho de saúde mental hoje. Na minha opinião, saúde mental é um daqueles assuntos sobre os quais a gente precisa falar mais. Muito mais. Até que se torne tão normal quanto falar sobre o tempo. Não sei se um dia vamos chegar lá, é claro. Mas vou fazendo minha parte nesse trabalho de formiguinha.  Pensem comigo – a gente não diz pras pessoas que a sua saúde física está só na sua cabeça. Por que fazemos o mesmo com a saúde mental? Eu sei, eu sei – é um pouco contraditório, já que estamos falando de saúde mental. Mas vocês sabem o que eu quero dizer, né? Quero acreditar que todos os que por aqui passam são pessoas inteligentes.

    Eu tenho tido episódios depressivos há muito tempo – desde a adolescência. Minha primeira terapista mal falou comigo, e decidiu que estava tudo bem comigo. Não estava. A segunda terapista com quem conversei viu através da fachada – e vocês podem ter certeza de que qualquer pessoa com problemas de saúde mental tem uma – e viu que não, não estava mesmo tudo bem. Foi ela quem descobriu as companhias nada bem vindas que ficariam ao meu lado pelos próximos anos – o transtorno bipolar e a ansiedade. Ótima combinação, não acham? 

    Não tem sido fácil, mas tenho levado a vida sem medicação. Nunca fui medicada para o transtorno bipolar – não foi considerado necessário. Tomei medicação para a ansiedade e a insônia resultante dela por algum tempo, e foi uma experiência péssima. Eu ainda ficava acordada à noite, e me sentia como um zumbi pela maior parte do dia. Depois de falar com o médico que estava me tratando, a solução que ele encontrou foi aumentar a dose da medicação que eu tomava durante o dia, por alguma razão. Acabei parando de tomar a medicação e não voltando mais a procurar o tal médico – não, não é a coisa mais responsável a se fazer, é e algo que, mesmo eu tendo feito, eu não recomendo a pessoa alguma. Mas, naquele momento, foi a escolha que eu julguei mais apropriada pra mim. 

    Depois que parei de ir a esse médico, acabei não procurando outro. Isso quer dizer que, nesse momento, estou vivendo sem tomar medicações para o transtorno bipolar ou para a ansiedade. E meus momentos ‘baixos’ (depressão) são muito mais frequentes que meus momentos ‘altos’ (mania). Ainda assim, eu tenho vivido relativamente bem sem ser medicada. Eis os métodos que uso para viver decentemente:

    1. Ficar ocupada. Eu sei que nem sempre é fácil se forçar a fazer alguma coisa quando você está num momento ‘baixo’, mas, para mim, ficar ocupada ajuda. Quanto mais tempo eu passo sem fazer nada, pior eu me sinto, porque ficar desocupada quer dizer que eu vou ter todo o tempo do mundo para pensar sobre como eu me sinto horrível, como o mundo é deprimente, e todos aqueles outros pensamentos tóxicos que invadem a mente de uma pessoa nessa situação. Trabalhar é estressante, mas me ajuda a ter alguma coisa fora desse ciclo para pensar.
    2. Exercício. Outra daquelas coisas que é difícil encontrar energia pra fazer, mas que, quando faço, ajuda a me sentir melhor. Tenho uma esteira em casa, e cheguei a usar por um tempo, mas não ajudou muito. Tenho também pesinhos, e levantá-los, ainda que só por alguns minutos, geralmente me ajuda a ter algo em que me concentrar enquanto conto as repetições – e a serotonina também é uma adição muito bem-vinda.
    3. Escrever. Acho que nem é preciso dizer que eu escrevo muito. No momento eu tenho dois blogs (este aqui e um em inglês), estou trabalhando numa história solo, e escrevo de forma colaborativa com qualquer pessoa que apareça, além de escrever um pouco para o trabalho também. Toda essa escrita ajuda, até a que faço para o trabalho – ajuda a ter alguma coisa em que me concentrar. 
    4. Desabafar. OK, essa aqui precisa ser feita com moderação, mas eu tenho alguns amigos maravilhosos que estão dispostos a ouvir um breve desabafo, oferecer uma palavra de conforto e depois passar pra um assunto mais leve. E é exatamente disso que eu preciso, já que ficar pensando naquilo que me chateia não vai ajudar em nada.
    5. Falar sozinha. Eu sei, eu sei. Sou uma daquelas pessoas doidas que falam sozinhas, e falam pra caramba. Se eu preciso falar sozinha em público, eu pego o celular e escolho um ‘amigo’ aleatório com quem eu aparentemente estou falando pra não parecer tão doida, e começo a falar. Assim, eu consigo desabafar sobre o que está me incomodando e não encher o saco de nenhum amigo no processo. Falar sozinha ajuda a tirar tudo da minha cabeça, e é tudo de que eu preciso quando não estou legal.

    Bom, esses são os métodos que eu uso. Eles ajudam quando estou depressiva, ou quando a ansiedade está atrapalhando demais o meu dia. Levou algum tempo para desenvolver cada um desses métodos, mas eles me ajudam muito a manter a sanidade e me acalmar nos momentos difíceis.

    Agora é sua vez. Quais os seus métodos? Se quiser me contar, divide comigo nos comentários!

    Beijos, e até o próximo post!

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  • Jay 22:07 em 17/09/2018 Link Permanente | Resposta  

    Por que gosto de escrever à mão? 

    Olá, leitores! Tudo bem com vocês? Espero que sim!

    Em primeiro lugar, acho que cabe um pedido de desculpas por ter andado postando menos do que deveria, né? Diz o pessoal que orienta os blogueiros profissionais que não é muito legal pedir desculpas pelo sumiço, mas olha pra minha cara de quem vai um dia ser blogueira profissional, né? Ah, vá. Então, desculpem. A vida anda corrida, ainda correndo de um lado pra outro pra resolver a situação da cirurgia, e ainda por cima uma enxaqueca monstruosa me atacou semana passada e só me deixou hoje (foi só eu falar que ela já deu uma ameaçada, maldita), então com tudo isso, nem deu pra pensar em postar ou fazer qualquer outra coisa que não fosse ficar deitadinha num quarto escuro quando não estava trabalhando. Ufa!

    Explicação dada, vamos seguir em frente.

    Em primeiro lugar, vamos tirar uma pedra do caminho: eu amo tecnologia. Eu vivo disso, eu vivo com isso, eu amo ficar no computador, mexer no celular, aprender sobre assuntos da área. É bom deixar isso claro antes que alguém me acuse de ser uma tecnófoba e ache que eu tenho saudades da máquina de escrever. (Só um pouquinho, mas vamos fingir que não)

    Mesmo gostando, e muito, de tecnologia, tem uma coisinha um pouco anacrônica que eu não dispenso: escrever à mão. Em cursiva, ainda por cima. Eu sei, estou me datando aqui. Tenho 35 anos, né? No meu tempo (que horror), a gente fazia caligrafia na escola para aprender a formar as letras em cursiva antes mesmo de saber direitinho o que estava escrevendo.

    Pode ser por isso que eu gosto de escrever à mão, porque me lembra de um tempo mais simples. Ou pode ser porque mantive diários desde que me entendo por gente. Quando eu era bem novinha, os diários eram usados como deveriam ser. Pequenos segredinhos, besteirinhas que eu tinha feito e que, naquele tempo, pareciam grandes transgressões, ou o nome do menino de quem eu gostava na escola. Essas coisas.

    À medida que eu fui ficando mais velha, os segredinhos, códigos secretos e bobagens sobre o menino da vez foram perdendo a graça. Descobri outra utilidade pros diários: escrever ficção. Nem sei direito o motivo por que comecei. Apenas deu vontade, e em vez de escrever os diários como eu, comecei a escrevê-los na pele de alguma personagem que eu inventava na minha cabeça. Era divertido, e me tirava um pouco da vida real.

    Depois de algum tempo escrevendo diários fictícios – uma prática que retomei anos depois, com um blog cujo nome eu não divulgo nem sob tortura -, aquilo não era mais o bastante pra mim. Eu queria mais.

    Comecei então a querer escrever histórias mais longas. Minhas primeiras histórias foram fanfics, muito antes que eu sequer ouvisse falar do termo. Eu escrevia histórias com base em filmes, e até novelas. Não, eu não tenho vergonha. Era divertido. Eram histórias românticas, meio melodramáticas, mas era bem divertido de escrever e imaginar. Era divertido reescrever histórias que eu tinha lido ou assistido, e fazer acontecer do jeito que eu achava que deveria.

    Depois disso, naturalmente, comecei a criar meus próprios universos dentro do nosso mundo. Nunca fui muito dada à fantasia, aos mundos paralelos. Gostava – ainda gosto – de escrever dentro do mundo em que vivemos. Pessoas comuns fazendo coisas incomuns. Ou até coisas comuns, mas que elas não teriam feito fora das minhas histórias.

    Tudo começou escrevendo à mão, em diários, depois cadernos, papel solto, qualquer lugar onde eu pudesse escrever alguma coisa. E assim continuo. Hoje tenho o blog, e os posts são escritos diretamente aqui (o que explica a falta de foco que acontece às vezes). Mas as histórias de ficção, essas continuam sendo escritas à mão primeiro e digitadas depois, porque é assim que eu crio melhor.

    Ufa. Acho que já falei demais, né? Queria dar uma explicação simples sobre algo mundano, e acabei levando vocês pra uma viagem pelo túnel do tempo. 

    Agora, então, é sua vez, leitores. Vocês que escrevem ficção ou não ficção, como preferem criar? À mão? Direto no computador? Gravando sua voz e depois escrevendo? Dividam comigo nos comentários!

    Beijinhos, e até o próximo post!

     
    • Marina Costa 16:25 em 18/09/2018 Link Permanente | Resposta

      I prefer directly on the computer. Since having a computer, I nearly forgot how to handwrite 😛 (and during some training courses where the trainer dictated at high speed, it was seen – I had to ask myself afterwards “What did I want to write here?”) Mostly historical fiction. It is fun that I had only one shy attempt at fanfiction, at 10 (and I didn’t know that really was a thing called fanfiction until 41), when, after finishing reading “The Jungle Book”, I felt it was not enough and I started writing about Mowgli’s life in the village. It lasted about 10 pages… then it stopped for lack of inspiration. (I would say now lack of research, but then I had no idea I needed research).

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      • Jay 17:11 em 18/09/2018 Link Permanente | Resposta

        It does make sense. I write on the computer a lot (roleplay posts, blogs, etc), and for work too, so at the end of the day, I feel a bit refreshed and with my creative juices flowing better when I shorthand stuff. Of course, my fast handwriting looks like you’d need a Rosetta stone to decipher, 😀 But it works to help me create, so I’m not gonna complain. And now I’m super curious about your early non-fanfiction, but it seems like I’m gonna have to be curious and live with it, won’t I? 😉

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    • Marina Costa 17:45 em 19/09/2018 Link Permanente | Resposta

      Yes, you’ll have to live with it. It happened in 1978 and nobody has that notebook anymore 😛

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      • Jay 17:56 em 19/09/2018 Link Permanente | Resposta

        Damn, at this point not even the local dumpster – if there’s one in your area – has it anymore. It was even before I was born (I’m not implying you’re old 😉 )

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    • Marina Costa 06:36 em 24/09/2018 Link Permanente | Resposta

      I am just half a century young… And I am not ashamed of my 50.

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  • Jay 21:05 em 11/09/2018 Link Permanente | Resposta  

    Síndrome do impostor – você sofre? 

    Olá, pessoas lindas! Tudo bem? Espero que sim.

    Eu vou bem, como sempre, e, como tenho tentado fazer ultimamente, postando mais frequentemente aqui no blog. Não sei bem se isso é bom ou ruim. Pra mim, é ótimo, eu realmente me divirto escrevendo aqui e dividindo um pouco da minha vida e dos meus pensamentos com vocês – e vou melhorando, ou revivendo, minha habilidade de escrever em português, depois de passar tanto tempo tanto lendo quanto escrevendo em inglês. Sorte minha que o corretor ortográfico pega a maioria dos erros, porque vocês não querem ver as letras trocadas quando eu estou digitando rápido.

    OK, agora que vocês já sabem que eu sou uma fraude e não sei digitar decentemente na minha própria língua materna (que vergonha), vamos ao tema do post.

    Ops. Parece que já entramos nele, quando eu disse que sou uma fraude.

    Hoje, crianças, vamos falar sobre a síndrome do impostor.

    De acordo com a Wikipedia (meca dos pesquisadores preguiçosos), as pessoas que sofrem este tipo de síndrome, de forma permanente, temporária ou frequente, parecem incapazes de internalizar os seus feitos na vida. Não importando o nível de sucesso alcançado em sua área de estudo ou trabalho, ou quaisquer que sejam as provas externas de suas competências, essas pessoas permanecem convencidas de que não merecem o sucesso alcançado e de que de fato são nada menos do que fraudes. (O grifo é meu)

    Também de acordo com o mesmo verbete, que você pode ler aqui, a síndrome é mais comum em mulheres do que em homens. 

    Eu confesso que, por muito tempo, não soube o que era a síndrome do impostor, ou sequer que ela existia. Mas tenho vivido com ela há tempos. Em cada emprego que eu tive, sempre fui elogiada pela minha pontualidade, comportamento e competência. E, no entanto, sempre me senti como uma fraude, como se estivesse representando um papel que eu não tinha o direito de representar e esperando que me descobrissem. Mesmo no emprego que tenho agora, que mantenho há mais de sete anos e onde tenho uma porção de responsabilidades extras, eu ainda me sinto assim. Fico esperando que descubram que eu não sei fazer porcaria nenhuma, e que toda a confiança que tinham em mim foi o resultado de eu ter enganado todo mundo.

    Outro campo em que eu sofro bastante da síndrome é minha capacidade de escrever. Por mais que as pessoas que leem o que escrevo (bem poucas) gostem, eu sempre acho que estou fazendo tudo errado. Escrever este blog, por exemplo, é um ato de intensa vulnerabilidade. A cada post terminado, eu tenho a tentação de apagar tudo e deletar o blog, porque, afinal, é tudo uma porcaria.

    Não vou dizer que escrever e publicar os posts tem ficado mais fácil, ou que eu tenho ficado mais confiante, mas eu tenho aprendido que não importa se é uma porcaria. É a minha porcaria, no meu blog, e quem não quiser ler não é obrigado, afinal. De repente, se eu repetir o bastante pra mim que não importa se está bom ou ruim, um dia eu chegue a acreditar que não sou tão ruim assim.

    Ufa. Acho que já falei demais, não é? 

    Que tal falar um pouco também? Você sofre ou já sofreu da síndrome do impostor? Que tal dividir sua experiência comigo nos comentários?

    Beijinhos, e até o próximo post!

     
  • Jay 00:06 em 08/09/2018 Link Permanente | Resposta  

    Meta: Uma casa minimalista 

    long exposure photography white dome building interior

    Minha casa dos sonhos (ok, talvez um pouco menos minimalista) – Foto por gdtography em Pexels.com

    Olá, pessoas! Tudo bem? Espero que sim. Espero que estejam aproveitando o fim de semana um pouco mais longo por conta do feriado. Eu, até o momento, praticamente nada fiz (não, menos. Fiz sim. Estou adiantando algumas pesquisas que preciso fazer para projetos futuros, tanto de vida quanto de escrita).

    Enquanto olhava a lista de projetos, e as coisas que aproveitei para parar e organizar, notei que um tema constante em tudo o que tenho planejado por enquanto é diminuir a quantidade de coisas desnecessárias. Tenho pensado se preciso mesmo de um fogão inteiro ou se um cooktop apenas seria o bastante (já que não uso o forno). Se o guarda-roupa é realmente necessário ou se uma cômoda poderia tomar o lugar dele. Se todas as roupas que tenho (várias por aí sem uso) realmente são necessárias ou se valeria a pena tirar tudo do armário, olhar peça por peça e me livrar sem dó das que não estão em uso. 

    Pra ser sincera, eu não tenho muita coisa. Eu diria que, quando me mudei pra cá, 75% das minhas coisas – roupas, livros, objetos em geral – ficou no Rio. As razões pra eu trazer quase nada de roupa foram que 1- minha mãe sempre teve (ainda tem) a mania de me comprar roupas que ou não dão em mim ou não são do meu estilo, que é bem sóbrio, simples e sem estampas, ao passo que o estilo dela é bem mais chamativo; 2- eu estava me mudando para uma cidade pequena praiana, o que já exige menos roupas e um estilo diferente; 3- eu estava mudando de uma vida em que eu trabalhava fora e fazia visitas a clientes para uma em que trabalho em casa, o que definitivamente não exige muita roupa.

    Além disso, há o fato de que coisas demais sempre me deram agonia. No apartamento onde eu morava antes, com meus pais, tinha muita coisa. Você mal conseguia andar na sala sem esbarrar em alguma coisa – uma mesa, uma poltrona, um tapete, um vaso decorativo, o caramba a quatro. O apartamento atual dos meus pais ainda é assim. Em um determinado momento, minha mãe teve duas mesas de jantar. Duas. Num apartamento em que só moram ela e o meu pai (tudo bem, a segunda estava lá esperando pra ser levada pra casa de praia – mas mesmo assim aquilo me dava uma agonia sem limites). Enquanto eu me livro de coisas, ela acumula.

    Atrás da mesa de jantar, tem um móvel para TV. Que era aqui de casa (o dono me vendeu o apê com tudo dentro). Eu tirei, porque precisava de espaço para colocar uma mesa, e porque não queria a TV, então por que eu iria usar o móvel? Falei pra ela dar a quem quisesse, tanto a TV quanto o móvel. Ela ficou com os dois. Haja vontade de juntar coisas.

    Acho que o fato de ter crescido com tanta coisa ao redor me tornou avessa a ter uma casa cheia. Agora, que moro sozinha, tenho exatamente cinco peças de mobília: uma cama, um guarda-roupa, uma mesinha de centro (onde meus livros moram), uma mesa de trabalho e um sofá. E já acho demais. Penso se vale a pena tirar o sofá, que não uso pra nada além de colocar tralhas, e reorganizar o resto. Vamos ver. 

    Bom, acho que eu já falei demais, né? E você que me lê, o que prefere? Quase nada? Uma casa cheia? Algo entre os dois extremos? Fala pra mim nos comentários!

    Beijinhos, e até o próximo post!

     

     
  • Jay 22:30 em 30/08/2018 Link Permanente | Resposta  

    Reflexão – mais uma razão pra ter um blog 

    Olá, lindezas! Todo mundo bem? Espero que sim!

    Fiquei um tempinho sem postar aqui no blog, mas não o abandonei não. Tenho planos e projetos, e novas ideias para posts quase todos os dias. Enquanto eu tiver dedos (sei lá, vai que eles são devorados por uma planta carnívora) e acesso à internet, estarei por aqui, postando sobre coisas sérias ou bobas, entretendo ou entediando vocês.

    O que me motivou a postar aqui hoje – fora dos planos que tenho – foi um post que li no WebMD. No post (em inglês), o autor fala sobre como os blogs serão as lembranças que nossos filhos e netos terão de nós no futuro, como as cartas e diários antigos que hoje em dia temos.

    Eu não tenho filhos, e não terei. Não terei netos também. Mas tenho uma sobrinha, que vai ficar por aqui depois que eu não estiver mais. Hoje em dia ela é muito jovem pra acompanhar isso aqui, mas um dia ela não será mais. Um dia ela terá idade pra entender muitas coisas que hoje, aos sete anos, escapam ao seu entendimento. E quando ela tiver, o blog – este ou outro – estará aqui, com histórias, pensamentos e coisas que essa tia que mora tão longe dela escreveu. Talvez eu ainda esteja por aqui pra explicar o que ela quiser saber. Talvez não, ninguém sabe do dia de amanhã.

    Mas ela vai poder ver pedaços de quem eu sou ou era hoje – porque, mesmo que eu esteja viva daqui a não sei exatamente quantos anos, pode ser que eu não seja mais a pessoa que eu sou hoje, sentada aqui escrevendo este post na cama, depois de um café com ovo frito antes de ir dormir. Pode ser que eu seja uma pessoa totalmente diferente, mas a pessoa que eu era hoje, aos 35 anos, estará cristalizada aqui no blog pra quem quiser conhecê-la.

    Vocês que têm blogs e filhos, sobrinhos ou netos – isso é algo em que vocês pensam também? Dividam comigo nos comentários!

    P.S.: Se quiserem ler o post que me motivou, cliquem aqui!

     
  • Jay 22:27 em 22/08/2018 Link Permanente | Resposta  

    Falando sobre a morte 

    Olá, leitores lindos! Tudo bem? Espero que sim.

    Hoje vim falar de um assunto que, originalmente, pode soar mórbido, mas fiquem um pouco comigo, sim? Não é tão ruim quanto parece.

    Dizem por aí que uma das poucas certezas que temos na vida é de que vamos morrer. E eu concordo com isso. Ninguém fica pra semente, afinal. Todos vamos partir desta terra um dia. É algo que eu, pessoalmente, encaro até com uma certa tranquilidade, talvez por motivos que não cabem aqui no momento (quem sabe um dia eu compartilho tudo?). 

    Devido a algumas situações da vida, eu tenho pensado bastante sobre a morte no momento. Não a minha, eu vou bem, obrigada, e pretendo viver até os cem enchendo o saco de todo mundo ao redor. Vocês foram avisados. Mas uma pessoa da família está daquele jeito – a gente não sabe até quando vai. Nesses casos, pode ir mês que vem ou durar anos, mas estamos naquele momento de incerteza. Vamos seguindo a vida como dá e apenas esperando. É o que nos resta fazer.

    Saindo do particular para o geral, eu penso bastante sobre como a nossa cultura se relaciona com a morte – e outras também. Acho que é o resultado de ter uma conhecida que é agente funerária – você acaba falando mais sobre o tema do que a maioria das pessoas (onde eu acho esses amigos?). Além da amiguinha que trabalha com funerais, também assisto de vez em quando ao canal Ask a Mortician, no YouTube. A dona do canal, Caitlin Doughty, tem uma funerária ligada ao movimento “death positivity”.

    O movimento basicamente tenta tirar o estigma da morte e de tudo o que se segue, e, talvez incidentalmente, aproximar a morte do que era antes na maioria das culturas.

    Atualmente, quando perdemos alguém, é tudo muito… deixa eu pensar um pouco na palavra. Sanitizado? Industrializado? São palavras bem ruins, mas é impessoal. Acho que vai ter que ficar com essa palavra.

    Não que a gente não sofra e não sinta, isso, creio, nunca vai mudar enquanto formos humanos. Mas a morte se tornou uma experiência muito menos envolvida.

    Antigamente – ou nem tão antigamente assim, historicamente -, a maioria das pessoas terminava seus dias em casa, sob os cuidados de um parente ou vários deles. Quando isso acontecia, havia um rito a ser seguido. 

    Como eu penso e falo melhor com exemplos, vamos ao caso da minha avó materna. Ela faleceu quando eu tinha 15 anos – ou seja, 20 anos atrás. Não é tanto tempo assim (e velha é sua mãe!). Quando ela faleceu – em casa -, eu não estava lá. Estava na casa da minha tia, que não era muito longe. Acordei com o som de fogos de artifício – que eram usados junto ao sino, porque o som se espalhava pela cidade no silêncio que é uma cidade pequena às duas da manhã. Não sei se hoje em dia ainda se usa, a cidade cresceu muito.

    Pouco tempo depois que eu acordei, a tia que estava com a avó naquela noite chegou em casa pra nos avisar do que tinha acontecido. Como acharam que nós, ‘crianças’, estávamos dormindo, nos deixaram dormir o resto da noite e nos contaram de manhã. Só eu sei como passei o resto da noite. Quando acordei, tudo já estava em movimento. Amigos tinham sido avisados, a sala tinha sido arrumada pro velório – em casa mesmo, e não no cemitério – e as pessoas estavam começando a chegar. 

    E chegou MUITA gente. Veio gente de tão longe que quase dez horas da noite ainda tinha gente chegando. Gente que eu conhecia, gente que eu nunca tinha visto, gente que eu não conhecia mas que me conhecia, porque tinha me visto bebezinha. Gente que tinha sido ajudada pelos meus avós de alguma forma. Antigos alunos do meu avô, que foi professor. Muita gente, um calor humano enorme. No enterro – o cemitério da cidade é bem longe da casa, e fica elevado, num terreno de onde se vê a praia – todos nós nos sentimos acolhidos. Através do borrão que fica na sua mente quando você perde alguém, ainda lembro do carinho e cuidado de tantas pessoas maravilhosas. Depois que voltamos do enterro, sentamos e ficamos ouvindo as pessoas falarem das lembranças que tinham. De como eles não podiam deixar de vir. Alguns de tão longe, outros de perto. Foi algo muito humano. Muito pessoal.

    Isso foi há um bom tempo, e aconteceu numa cidade do interior baiano, mas é mais ou menos isso. É retomar a morte como um rito, como algo próximo. É dar às pessoas próximas o tempo de processar o que aconteceu, e de estar envolvidas. De não assinar um pedaço de papel e deixar seu ente querido aos cuidados de estranhos na última vez que veremos seu corpo. 

    Depois da minha avó, eu perdi outras pessoas. Tias, tios, o avô paterno. Todos eles tiveram o tipo de enterro que é comum hoje. Não nego que seja mais prático, e até menos uma preocupação para a família. Mas parece que falta alguma coisa. Parece que o último capítulo da história não foi escrito.

    Eu ainda não sei direito o que pensar. Um lado compreende a necessidade de uma maneira mais prática de lidar com a morte. Ela é uma realidade, assim como o fato de que todas as outras pessoas – as que ficam – têm vidas corridas. O outro lado sente falta de ter um momento de parar tudo. De reflexão. De despedida com a lembrança da pessoa querida ali. E depois deixar ir, porque está na hora.

    Pessoalmente, eu me recuperei bem mais rápido no caso mais envolvido. Creio que seja isso que o movimento death positivity quer trazer de volta. A sensação de que a pessoa teve uma despedida como devido. Uma espécie de primeiro passo do luto feito de forma mais ativa. Não sei. É algo em que a gente não gosta de pensar – nem a nossa morte, nem a dos outros. Mas é uma reflexão que acabo fazendo de vez em quando, especialmente nesses momentos da vida.

    Mas acho que já falei demais, não? Então, é sua vez de falar, leitor. Tem alguma experiência a dividir? Concordar, discordar, ou qualquer coisa entre os dois extremos? Fala comigo nos comentários!

    Beijinhos, e até o próximo post! (Menos mórbido, espero)

     
  • Jay 20:21 em 08/08/2018 Link Permanente | Resposta  

    Dores e delícias de ser mulher 

    Olá, pessoas! Tudo bem com vocês? Espero que sim!

    Vim aqui falar mais um pouquinho de coisas aleatórias hoje (seja lá quem me lê já deve estar de saco cheio, mas vamos lá).

    Eu nasci mulher. Nasci com todos os cromossomos e partes que fazem de mim uma mulher cis – identificada com o meu gênero, embora não com as expectativas estúpidas que se tem dele. Talvez eu fale em mais detalhes sobre isso um dia.

    E como venho sofrendo atualmente (bastante) com problemas femininos – cólicas, mais especificamente, só que todos os dias, que sorte, não? -, é um pouco difícil não pensar muito sobre ser mulher e o que vem no pacote.

    Naturalmente, eu não posso falar da experiência de outras pessoas, mas posso falar das minhas. Vamos começar pela parte boa?

    Delícias:

    1. Ninguém espera que eu não demonstre sentimento;
    2. Meu leque de habilidades pra desenvolver é mais amplo – ninguém vai me chamar de ‘viadinho’ se eu quiser aprender a costurar;
    3. As pessoas (homens e mulheres) ainda seguram a porta pra eu passar quando me veem carregando alguma coisa, o que é ótimo, porque esta que vos fala é desastrada pra caramba.

    Mas claro, nem tudo são flores, e, olhando ali pra cima, vejo que é um pouco triste saber que tem tão pouca coisa. Agora, as dores:

    1. Menstruar. Sério, é incômodo, chato, desagradável, e caro (deem uma olhada no corredor dos absorventes quando puderem);
    2. Como um correlato do caso acima, cólicas – as minhas são brutais;
    3. A expectativa de que a gente precisa querer casar e ter filho, senão somos mulheres com defeito;
    4. A expectativa de que a gente vai achar legal quando um cara qualquer começar a gritar obscenidades pra gente na rua;
    5. A ideia de que viemos a esse mundo para agradar o sexo oposto, então é melhor parar de palhaçada e abrir logo as pernas. Se não quiser, tudo bem, vai à força mesmo;
    6. A falta de respeito de algumas pessoas que acham que ‘mulher não serve para (…)’ – insira aqui sua profissão, campo de trabalho, hobby, etc;
    7. O medo na rua. Cara, ser mulher é assustador pra caralho. Sério. Você coloca o pé na rua de noite, e sai rezando pra divindade em que acredita pra voltar pra casa em segurança. Enquanto os outros temem assaltos, a gente teme isso e mais as violências perpetradas contra nós simplesmente porque somos mulheres e, que audácia, estamos andando sozinhas na rua;
    8. O medo dentro de casa. Como se não bastasse morrer de medo na rua, ainda não estamos seguras em casa, ou com o parceiro que não mora com a gente;
    9. O medo quando não dá mais, e a gente quer terminar a relação. Ainda lembro do dia em que o meu (ex) namorado quase me quebrou o braço quando eu estava dizendo pra ele que não dava mais, que estava terminando tudo com ele, que eu estava cansada do ciúme doentio enquanto ele pintava e bordava pelas minhas costas. Ter que passar a mão no telefone pra chamar a polícia e só aí ele sair da sua casa, com um sorrisinho filho da mãe dizendo que ‘você ainda vai ligar e pedir pra ele voltar’. E ainda dei sorte que fiquei só no braço quase quebrado.

    É complicado, amigos, muito complicado. Ainda espero que as coisas mudem um dia. Nossos corpos vão continuar dando uma zebra aqui, um enguiço ali, isso vem com o território. Mas o dia em que todas nós só precisarmos nos preocupar em tomar um analgésico e rezar pra dor passar logo quando vier a cólica, será um dia em que a nossa vida terá muito mais sossego.

    Sei que há mulheres em pior situação por aí. Eu tive estudo. Eu trabalho e ganho o mesmo que meus colegas homens. Eu não moro com um parceiro abusivo, que me mantém sem trabalhar pra que eu não possa ir embora. De dentro da minha falta de privilégio fundamental, eu ainda sou privilegiada.

    Mas ainda é pouco. Quero mais. Quero sair na rua e voltar pra casa sem me preocupar por ser atacada apenas porque sou uma mulher.

    Quero isso pra mim, quero isso pra todas.

    Você que me lê, seja mulher ou não, divide comigo suas dores e delícias! Adoro saber da vida dos outros, digo, ouvir a opinião das pessoas!

    Beijinhos pra quem leu até aqui, e até o próximo post!

     
  • Jay 19:14 em 25/07/2018 Link Permanente | Resposta  

    Precisamos aprender a ser “monotarefa” 

    Olá, leitores! Tudo bem? Espero que sim!

    Comigo vai tudo caminhando, como sempre. E vim aqui hoje pra falar mais um pouco com vocês de coisas aleatórias. E, claro, quero ouvir a opinião de quem me ler aqui no final.

    Como muita gente hoje em dia, eu trabalho em tempo integral. Como talvez menos gente, eu gosto de trabalhar. Amo ficar ocupada, amo fazer coisas, colocar coisas em ordem, atender clientes (meu trabalho envolve largamente o atendimento aos clientes da empresa que me emprega), escrever materiais, manuais, malas diretas, etc. Basicamente, apesar de às vezes me estressar, realmente gosto de fazer tudo o que o meu trabalho envolve.

    Mas, como falei um pouco ali em cima, eu me estresso. Assim como você também, leitor, provavelmente se estressa no dia-a-dia, às vezes com coisas que pode controlar, e às vezes com coisas que estão fora do seu (e do meu) controle, como o engarrafamento nosso de cada dia e o ônibus lotado ao ir e vir do trabalho.

    Muitas das coisas que nos estressam a gente não pode controlar. Não podemos evitar que chova na hora errada, que tenha um acidente ou blitz bem na hora que precisamos andar rápido pra chegar ao trabalho, ou que o motorista do ônibus meta o pé na tábua e saia do ponto bem na hora que a gente chega.

    Mas podemos controlar outras coisas. Uma delas é a nossa tendência a querer fazer tudo ao mesmo tempo. Se você está no trabalho, leitor, dê uma olhada ao seu redor. Quantas coisas você está fazendo agora? Uma só? Duas? Três? Nem sabe quantas? 

    O mundo hoje em dia nos ensina que só somos completos se pudermos desempenhar várias tarefas ao mesmo tempo. Estamos escrevendo um e-mail pro chefe, falando no telefone com o cliente e ajudando a tirar uma dúvida do colega. E não fazemos nenhuma dessas coisas direito, porque estamos dividindo a atenção com duas outras.

    Mas, se fizermos uma coisa de cada vez, sentimos que estamos sendo improdutivos. Temos medo de ser vistos como lentos, preguiçosos, desocupados. Mas será que é isso mesmo? Será que, por fazer uma coisa de cada vez, nos tornamos menos eficientes? Eu defendo que não. Ao fazer uma coisa de cada vez, podemos, sim, ter a impressão de estar indo mais devagar. Mas isso é por conta do nosso costume de querer fazer tudo ao mesmo tempo. Quando paramos e fazemos uma coisa por vez, fazemos melhor, e, às vezes, mais rápido do que se nos interrompermos a toda hora pra ver alguma outra coisa.

    Não acredita? Faça um teste quando puder. 

    Eu fiz, e realmente trabalhei mais rápido e melhor ao me concentrar em uma coisa de cada vez. Não que eu não seja culpada de fazer várias ao mesmo tempo – acho que todos somos de vez em quando. Mas essa é a exceção, não a regra. E, claro, sei que nem sempre é possível.

    Mas ainda recomendo a tentativa. Talvez, ao invés de fazemos várias coisas mais ou menos ao mesmo tempo, devamos fazer bem uma coisa de cada vez. É o que estou tentando fazer.

    Agora queria ouvir sua opinião, e suas experiências. Você prefere fazer várias coisas de uma vez, ou uma só por vez? Conta pra mim nos comentários!

     
  • Jay 19:47 em 21/07/2018 Link Permanente | Resposta  

    A saga pra cuidar da saúde continua 

    Olá, pessoas! Tudo bem? Espero que sim.

    Passadinha rápida hoje aqui porque o dia foi bem preguiçoso, mas pelo menos a saga pra tomar conta da minha saúde avançou mais um passinho.

    Fui hoje à clínica onde estive mês passado, visto que a médica havia me indicado um cirurgião de lá mesmo. Como eles têm a mesma especialidade, precisei aguardar um mês para o plano liberar uma nova consulta (ê, beleza), mas, olhando pelo lado bom, pelo fato de ser na mesma clínica, a minha médica já encaminhou todas as minhas informações para ele e não precisei explicar tudo de novo. Menos mau.

    Cheguei lá às 09:00, porque meu pai tinha um compromisso e precisou me deixar lá mais cedo (a consulta era às dez porque a anta aqui achou que conseguiria dormir mais um pouco assim), entreguei meus documentos e esperei. Bastante. Num frio congelante, porque, aparentemente, não importa onde eu sente que o ar condicionado me encontra. Mas tudo bem. Depois de pouco mais de uma hora de espera, entramos, a mãe e eu.

    O médico já estava sentado lá, e a consulta foi bem rápida. Já tinha lido em alguns reviews dele que as consultas dele são rápidas mesmo. E, sinceramente, adorei. Tudo o que eu espero é um médico que não fique enrolando e fazendo as mesmas perguntas que todos os outros já me fizeram. (Tem certeza? Tem mesmo? Mas e se o seu marido quiser um bebê? Respostas: Sim, É claro, Ele pode gestar e parir um sozinho se quiser) Então, as perguntas foram bem mais simples: você está aqui pra falar sobre a histerectomia, certo? Sim. A Doutora Tatiana falou com você sobre a cirurgia, certo? Sim. Você tem certeza de que quer fazer, certo? Sim. OK, faça estes exames e volta, uma vez estando tudo certo a gente solicita a autorização do plano para a cirurgia. Louvado seja o Senhor!

    Agora, a próxima etapa é encontrar um local pra fazer o RX de tórax pelo plano e fazer os demais exames. E falar com meu chefe na segunda-feira pra que ele não seja pego de surpresa. Vamos em frente.

    Beijinhos, e vejo vocês no próximo post!

     
  • Jay 22:44 em 01/07/2018 Link Permanente | Resposta  

    Minha visão sobre relacionamentos 

    Olá, pessoa que por aqui passa! Tudo bem? Espero que sim!

    Mais um mês que começa, mais um post, e mais coisas aleatórias sobre mim que provavelmente ninguém quer saber. Desculpa aí, mas tenho que falar sobre alguma coisa aqui no blog, né?

    Hoje vou falar sobre relacionamentos. Ou, mais propriamente, sobre minha opinião sobre eles.

    Vamos começar dizendo o óbvio: isso é uma opinião, e nada mais. Não é uma regra pra vida de qualquer outra pessoa. E vamos continuar dizendo o menos óbvio: eu, pessoalmente, não tenho interesse algum em ter um relacionamento romântico. 

    Não foi sempre assim. Quando eu era criança, era uma romântica incorrigível. Tinha o costume de me apaixonar quase todo ano. Conhecia um cara legal, pronto. Mas eram paixonites. Acho que gostava mais da paixão que da pessoa. E não vivia muito com aquilo. Geralmente, uma vez que eu sabia que o cara não estava interessado – ou uma vez que tinha passado algum tempo namorando-o – eu acabava perdendo o interesse. Enjoava, e acabava terminando a relação e partindo pra outra. Às vezes, era o cara quem terminava, ou ficava com outra pessoa enquanto estava comigo, e aí cada um pro seu lado. Outras vezes eram problemas que afetavam o relacionamento, como padrões de comportamento que não combinavam com minha vida.

    Meus últimos dois relacionamentos serviram pra azedar de vez o caldo da minha vontade de me relacionar com quem quer que fosse.

    O penúltimo foi com um rapaz que sofria de uma paranoia insana. Ele simplesmente metia na cabeça que eu estava mentindo pra ele o tempo todo. Se eu demorasse mais 10 minutos além da hora que deveria chegar em casa do trabalho, eu estava com algum outro cara. Se eu dizia que ia dormir, tinha insônia e ficava mexendo no Facebook pra me distrair, eu tinha mentido pra ele e não tinha ido dormir coisa nenhuma. Se eu dizia que o Skype funcionava mal no meu computador (o que era a mais pura verdade, ao ponto de eu parar de usá-lo até pro trabalho), ele dava um piti achando que eu estava inventando desculpas pra não falar com ele online em tempo real. E, claro, a qualquer uma dessas situações, ele brigava comigo, gritava comigo, me xingava, dizia que eu não prestava, enfim. Era um pesadelo. Chegou uma hora que desisti e o mandei pastar. Não dava, era abuso demais. Ele ainda me procurou algumas vezes, mas acabei deixando pra lá. O melhor era não manter o contato.

    O último foi com uma moça, e tudo começou bem. Até ela entrar numa ideia de que ela era a vítima em todas as situações da vida dela. Se ela cometia um erro no trabalho, era uma conspiração dos outros que não queriam ensiná-la direito. Se ela brigava com a mãe, a mãe tinha decidido acabar com a vida dela. Se eu falava bom dia, era uma insensível que não sabia que nenhum dia da vida dela era bom. Basicamente, minha vida estava virando um inferno em que eu não podia falar nada sem receber uma resposta completamente desproporcional. Acabei terminando, não aguentava mais pisar em ovos.

    Sei que duas experiências ruins não são o suficiente para azedar a ideia de relacionamentos na vida da maioria das pessoas. Mas pra mim, que já não tinha muito interesse em relações amorosas, foi o bastante. Decidi viver uma vida mais calma sem ter um marido, namorado, ou que outra coisa seja. Prefiro viver com minha família e meus amigos. Esses são os relacionamentos que preenchem a minha vida, e que (geralmente) não me desapontam.

    Bom, é isso que eu tinha a dizer por hoje. Meio bestinha, né? Mas foi só mais um post de prática. Estou bem enferrujadinha mesmo, preciso escrever mais em português. Felizmente tenho alguns projetos pro futuro que devem ajudar nisso. Devo falar deles aqui no blog em breve.

    Mas agora é sua vez, pessoa que passa por aqui. O que você pensa sobre relacionamentos românticos? Concorda comigo? Discorda? Seja como for, fala comigo ali nos comentários.

    Beijinhos, e até o próximo post!

     
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