Atualizações de agosto, 2018 Ativar/desativar aninhamento de comentários | Atalhos do Teclado

  • Jay 19:35 em 14/08/2018 Link Permanente | Resposta  

    O que é um leitor beta? 

    Olá, leitores! Tudo bem? Espero que sim!

    Venho aqui falar mais um pouquinho de escrita. Parece que é só isso que eu faço ultimamente, mas eu tento não falar nisso o tempo todo. Juro que tem outros temas planejados para futuros posts. Fiquem por aí, sério. Não fujam.

    OK, parece que vocês ainda estão aí. Vamos ao tema do post.

    Quando eu comecei a escrever – mais ou menos na época em que os dinossauros ainda andavam pela Terra e a gente ainda tinha aula de Estudos Sociais na escola -, não se ouvia falar em leitor beta. Até pode ser que existisse algo similar, mas o nome definitivamente não existia.

    E mesmo hoje em dia, eu ainda ouço algumas pessoas perguntando do que se trata, então decidi tirar um minuto pra falar do que um leitor beta é, e também do que ele não é.

    O que é: basicamente, um leitor beta é alguém que vai ler o seu livro depois que você fizer a primeira revisão nele (ou antes, se o seu beta for um anjo na Terra) e apontar incoerências, furos, e basicamente falar francamente com você sobre o livro, dando opiniões e sugestões que você pode ou não implementar, de acordo com os seus planos para o livro. Geralmente o serviço é feito sem custo para o escritor.

    O que não é: apesar de muito útil, o leitor beta não é um revisor gramatical. Ele não é um editor. Ele não vai reescrever o seu livro pra você. E ele não é – nunca se esqueça disso – seu empregado. 

    Como utilizar: agite antes de u… não, pera. Utilizar um leitor beta é simples. Você entrega o seu manuscrito para a pessoa, fala um pouco com ela sobre ele e sobre o que você espera – ou se há alguma parte específica a que você gostaria que fosse dada mais atenção – e aguarda o retorno que a pessoa tiver a dar.

    Como encontrar: geralmente circulam por aí em grupos de escritores. É considerado de bom tom oferecer seus próprios serviços como beta (à mesma pessoa ou a outra) quando você procura um beta. Uma mão lava a outra, sabe?

    Algumas pequenas recomendações: 

    1. Ter mais de um leitor beta é uma boa ideia, seja ao mesmo tempo ou em momentos diferentes do trabalho;
    2. Respeite o fato de que o seu leitor beta está fazendo um trabalho voluntário. Entenda que ele tem uma vida, e seu livro é apenas uma parte dela;
    3. Escolha leitores que curtam o gênero que você escreve – caso contrário eles já começarão com uma percepção negativa;
    4. Aprenda a aceitar e filtrar críticas antes de pedir para alguém betar o seu livro. Sério, ninguém quer fazer um favor pra ser xingado porque o ego do escritor é frágil demais.

    Bem, acho que é isso. Eu já fui beta de alguns livros. Na verdade, dois livros e um conto. Duas experiências boas – um dos livros e o conto – e uma ruim. Os dois escritores com quem tive boas experiências foram maravilhosos. Entenderam que eu tinha uma vida corrida e só tinha tempo de betar nos fins de semana, aceitaram com tranquilidade meus comentários e sugestões – mesmo os que não implementaram – e agradeceram educadamente pelos meus serviços.

    O outro? Um terror. Insistente – eu disse que não gostava do gênero do livro, mas ele não acreditou. Chato – não entendia que eu tinha mais o que fazer e não podia largar meu emprego pra ficar debatendo o livro na hora que ele queria. Arrogante – qualquer problema que eu apontava no livro era ‘porque eu não entendia a visão dele’. Li poucos capítulos e desisti. E ainda tive que lidar com pressão e chantagem emocional porque ele não conseguia acreditar que eu não queria ler o livro dele. Tentei ao máximo falar com educação, mas o cara pressionou tanto que eu acabei dizendo que odiei o livro e me contendo pra não mandar pastar.

    E assim acabou minha curta carreira como leitora beta. 

    Acho que já falei demais, né? Agora é a vez de vocês. Já foram leitores beta? Já tiveram alguma experiência memorável – positiva ou negativa? Ou já tiveram experiências memoráveis estando do outro lado da mesa? 

    Dividam comigo nos comentários!

    Beijos, e até o próximo post!

    Anúncios
     
    • Marina Costa 02:11 em 16/08/2018 Link Permanente | Resposta

      I am not a good beta reader. I often can’t say in depth why I didn’t like a thing. I am not good at literary analysis. But if given a book to read, I do try my best. And I am lucky to have a beta reader, who both reads and edits 🙂 because she studied Romanian – French. For my debut novel, though, the Viking one, I had as beta reader a good writer… but who, I discovered, didn’t like the genre I was writing in (adventures- YA). Her novels are contemporary (plus a historical up to contemporary family saga, deeply documented after a real family). And she suggested me another point of view… actually, another story than the one I had in me to tell. Of course I didn’t take that into consideration…

      Curtido por 1 pessoa

      • Jay 05:03 em 16/08/2018 Link Permanente | Resposta

        It is problematic when the beta reader doesn’t want to read the work at all. My writer knew I didn’t like it and tried to push it because his book was ‘different’. It was, but not in a good way. I’m a pretty decent beta reader, and don’t mind when people don’t take my suggestions to heart (though I do my best not to make any suggestions that mean ‘change the story because I like it better that way’), as long as they’re polite about it and don’t act like spoiled children being denied candy or something. I did do some editing for one of my writers, but he was a delight to work with and needed the help in that aspect, but I hate it when people think a volunteer work as beta reading needs to turn into a personal do-it-all person.

        Curtido por 1 pessoa

  • Jay 19:53 em 19/07/2018 Link Permanente | Resposta  

    Nova série: Lendo com Jay 

    Olá, pessoa que está por aqui! Tudo bem? Espero que sim!

    O post de hoje vai ser bem rapidinho (famous last words), só pra falar de novidades que estão por vir aqui no blog.

    Quando criei o blog, uma das ideias que tinha era criar algumas séries. É uma forma de me organizar, e também de nunca ficar sem assunto, afinal pretendo manter o blog aqui por anos, se possível for.

    Uma dessas séries que eu realmente quero muito fazer vai unir duas das minhas paixões: a leitura e escrever aqui no blog.

    Assim surgiu a ideia da série Lendo com Jay. É, eu sei que não é o nome mais criativo do mundo, shiu. Deixa quieto. 

    Como vai funcionar a série? Nada muito complicado. Vou escolher um livro, e ler aos poucos, um ou dois capítulos por vez, fazendo pequenas anotações, e depois postar minhas impressões aqui no blog. Obviamente, alguns spoilers podem ser esperados, mas acho que isso é algo que as pessoas que passarem aqui já poderão imaginar.

    No começo, vou usar os vários livros que já tenho aqui, pra ir relendo e, depois, me desfazendo deles – vendendo ou doando, tanto faz. Vai depender da demanda por cada um dos livros que eu for terminando. Depois que acabar com esses, vou ficar mais que feliz em receber indicações dos leitores que por aqui estiverem – ou até de ler seus livros, se forem escritores. É só me dar o nome do livro e o nome de autor que usaram, com a informação de como adquirir (faço questão de comprar), que o livro entra na minha lista. 

    Bom, amores, por hoje é só, como eu disse foi realmente um post bem rapidinho. O primeiro livro já está sendo escolhido, e deve aparecer por aqui em breve (ou não tão breve, já tenho vários outros posts planejados, mas uma hora ele aparece).

    Se tiverem sugestões, podem mandar à vontade pelos comentários.

    Beijos, e até o próximo post!

     
  • Jay 21:02 em 08/07/2018 Link Permanente | Resposta  

    Livro que me marcou: As duas vidas de Audrey Rose 

    Audrey-Rose

    Capa do livro. Tirada daqui.

    Olá, leitores invisíveis! Tudo bem? Espero que sim! Eu vou bem, levando aqui a vidinha de sempre, saindo de umas crises pessoais, mas firme e forte pra continuar tocando o barco.

    E como as coisas não estão assim tão ruins, decidi vir aqui falar novamente de coisas aleatórias. Hoje vou falar de uma das minhas paixões – livros. Paixão essa que, se tudo correr bem, vai aparecer de forma mais relevante aqui numa série futura. 

    Mas hoje, vou falar apenas de um livro. 

    Para o bem ou para o mal, eu tenho duas qualidades que me ajudam bastante nas leituras: tenho uma excelente memória para palavras, e sou altamente impressionável – ao ponto de ter sonhos extremamente vívidos com passagens dos livros que estou lendo ou já li.

    Não são todos os livros que me levam a sonhar, claro, senão já teria ficado (mais) doida (ainda). São apenas aqueles que realmente me impressionam por alguma razão.

    O livro que dá o título a este post foi um desses. Segue abaixo uma breve sinopse (escrita por mim com base na minha lembrança geral do livro):

    Ivy Templeton, 10 anos, vive com seus pais em Nova York. A família parece ter uma vida perfeita, até que uma estranha série de pesadelos começa a atingir a menina. Com a ajuda de um estranho misterioso, a família descobre que os ‘pesadelos’ de Ivy são, na verdade, lembranças dolorosas do fim trágico de sua vida passada como Audrey Rose Hoover. 

    Há também um filme que foi feito, mas ainda não o assisti, e não sei se o farei. Não sou muito ligada em filmes, ainda mais quando são baseados em livros (fica aqui a exceção feita para os filmes da série Harry Potter, porque assisti ao primeiro filme antes de ler o primeiro livro).

    O que me impressionou no livro? Não, não foi o ângulo da reencarnação, conceito religioso em que não acredito particularmente. Foi a forma como o autor (Frank De Felitta) descreveu as manifestações dos pesadelos de Ivy. Uma das melhores cenas, na minha opinião, é justamente a que ocorre quando Ivy e Janice (a mãe) estão sozinhas em casa, e a menina consegue sair do quarto durante um pesadelo, passando pela casa toda no seu terror noturno com a mãe em desespero atrás dela. A cena inteira é um longo pesadelo, tanto para quem está dormindo como para quem está acordada, e foi uma cena que me marcou demais, ao ponto de eu ainda lembrá-la em detalhe e ter uma imagem bastante vívida na mente, mesmo não tendo assistido ao filme.

    Como falei lá em cima, não acredito em reencarnação, e o livro é bem centrado no tema, com apoio no conceito hindu de encarnações sucessivas como lições para uma vida seguinte melhor (ou pior, se a pessoa não tentou melhorar e se refinar na vida que terminou). Mesmo assim, é um livro interessantíssimo, do tipo que, independente do tema focado na religiosidade, prende o leitor a cada página, e, para gente mais impressionável como eu, pode deixar memórias profundas.

    Minha cópia ficou no Rio, mas, se eu conseguir recuperá-la e houver interesse no futuro, posso reler pra série aqui do blog. Vamos ver. Por enquanto, fica aqui a recomendação. 

    Agora é sua vez, pessoa que por aqui passa. Há algum livro que te marcou como esse me marcou? Já leu o livro e tem uma opinião diferente? Fala comigo nos comentários!

     
c
escrever novo post
j
post seguinte/ comentário seguinte
k
post anterior/comentário anterior
r
Resposta
e
Editar
o
mostrar/esconder comentários
t
voltar ao topo
l
vá para login
h
mostrar/ocultar ajuda
shift + esc
Cancelar
Crie um novo site no WordPress.com
Comece agora