Por que gosto de escrever à mão?

Olá, leitores! Tudo bem com vocês? Espero que sim!

Em primeiro lugar, acho que cabe um pedido de desculpas por ter andado postando menos do que deveria, né? Diz o pessoal que orienta os blogueiros profissionais que não é muito legal pedir desculpas pelo sumiço, mas olha pra minha cara de quem vai um dia ser blogueira profissional, né? Ah, vá. Então, desculpem. A vida anda corrida, ainda correndo de um lado pra outro pra resolver a situação da cirurgia, e ainda por cima uma enxaqueca monstruosa me atacou semana passada e só me deixou hoje (foi só eu falar que ela já deu uma ameaçada, maldita), então com tudo isso, nem deu pra pensar em postar ou fazer qualquer outra coisa que não fosse ficar deitadinha num quarto escuro quando não estava trabalhando. Ufa!

Explicação dada, vamos seguir em frente.

Em primeiro lugar, vamos tirar uma pedra do caminho: eu amo tecnologia. Eu vivo disso, eu vivo com isso, eu amo ficar no computador, mexer no celular, aprender sobre assuntos da área. É bom deixar isso claro antes que alguém me acuse de ser uma tecnófoba e ache que eu tenho saudades da máquina de escrever. (Só um pouquinho, mas vamos fingir que não)

Mesmo gostando, e muito, de tecnologia, tem uma coisinha um pouco anacrônica que eu não dispenso: escrever à mão. Em cursiva, ainda por cima. Eu sei, estou me datando aqui. Tenho 35 anos, né? No meu tempo (que horror), a gente fazia caligrafia na escola para aprender a formar as letras em cursiva antes mesmo de saber direitinho o que estava escrevendo.

Pode ser por isso que eu gosto de escrever à mão, porque me lembra de um tempo mais simples. Ou pode ser porque mantive diários desde que me entendo por gente. Quando eu era bem novinha, os diários eram usados como deveriam ser. Pequenos segredinhos, besteirinhas que eu tinha feito e que, naquele tempo, pareciam grandes transgressões, ou o nome do menino de quem eu gostava na escola. Essas coisas.

À medida que eu fui ficando mais velha, os segredinhos, códigos secretos e bobagens sobre o menino da vez foram perdendo a graça. Descobri outra utilidade pros diários: escrever ficção. Nem sei direito o motivo por que comecei. Apenas deu vontade, e em vez de escrever os diários como eu, comecei a escrevê-los na pele de alguma personagem que eu inventava na minha cabeça. Era divertido, e me tirava um pouco da vida real.

Depois de algum tempo escrevendo diários fictícios – uma prática que retomei anos depois, com um blog cujo nome eu não divulgo nem sob tortura -, aquilo não era mais o bastante pra mim. Eu queria mais.

Comecei então a querer escrever histórias mais longas. Minhas primeiras histórias foram fanfics, muito antes que eu sequer ouvisse falar do termo. Eu escrevia histórias com base em filmes, e até novelas. Não, eu não tenho vergonha. Era divertido. Eram histórias românticas, meio melodramáticas, mas era bem divertido de escrever e imaginar. Era divertido reescrever histórias que eu tinha lido ou assistido, e fazer acontecer do jeito que eu achava que deveria.

Depois disso, naturalmente, comecei a criar meus próprios universos dentro do nosso mundo. Nunca fui muito dada à fantasia, aos mundos paralelos. Gostava – ainda gosto – de escrever dentro do mundo em que vivemos. Pessoas comuns fazendo coisas incomuns. Ou até coisas comuns, mas que elas não teriam feito fora das minhas histórias.

Tudo começou escrevendo à mão, em diários, depois cadernos, papel solto, qualquer lugar onde eu pudesse escrever alguma coisa. E assim continuo. Hoje tenho o blog, e os posts são escritos diretamente aqui (o que explica a falta de foco que acontece às vezes). Mas as histórias de ficção, essas continuam sendo escritas à mão primeiro e digitadas depois, porque é assim que eu crio melhor.

Ufa. Acho que já falei demais, né? Queria dar uma explicação simples sobre algo mundano, e acabei levando vocês pra uma viagem pelo túnel do tempo. 

Agora, então, é sua vez, leitores. Vocês que escrevem ficção ou não ficção, como preferem criar? À mão? Direto no computador? Gravando sua voz e depois escrevendo? Dividam comigo nos comentários!

Beijinhos, e até o próximo post!

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