Síndrome do impostor – você sofre?

Olá, pessoas lindas! Tudo bem? Espero que sim.

Eu vou bem, como sempre, e, como tenho tentado fazer ultimamente, postando mais frequentemente aqui no blog. Não sei bem se isso é bom ou ruim. Pra mim, é ótimo, eu realmente me divirto escrevendo aqui e dividindo um pouco da minha vida e dos meus pensamentos com vocês – e vou melhorando, ou revivendo, minha habilidade de escrever em português, depois de passar tanto tempo tanto lendo quanto escrevendo em inglês. Sorte minha que o corretor ortográfico pega a maioria dos erros, porque vocês não querem ver as letras trocadas quando eu estou digitando rápido.

OK, agora que vocês já sabem que eu sou uma fraude e não sei digitar decentemente na minha própria língua materna (que vergonha), vamos ao tema do post.

Ops. Parece que já entramos nele, quando eu disse que sou uma fraude.

Hoje, crianças, vamos falar sobre a síndrome do impostor.

De acordo com a Wikipedia (meca dos pesquisadores preguiçosos), as pessoas que sofrem este tipo de síndrome, de forma permanente, temporária ou frequente, parecem incapazes de internalizar os seus feitos na vida. Não importando o nível de sucesso alcançado em sua área de estudo ou trabalho, ou quaisquer que sejam as provas externas de suas competências, essas pessoas permanecem convencidas de que não merecem o sucesso alcançado e de que de fato são nada menos do que fraudes. (O grifo é meu)

Também de acordo com o mesmo verbete, que você pode ler aqui, a síndrome é mais comum em mulheres do que em homens. 

Eu confesso que, por muito tempo, não soube o que era a síndrome do impostor, ou sequer que ela existia. Mas tenho vivido com ela há tempos. Em cada emprego que eu tive, sempre fui elogiada pela minha pontualidade, comportamento e competência. E, no entanto, sempre me senti como uma fraude, como se estivesse representando um papel que eu não tinha o direito de representar e esperando que me descobrissem. Mesmo no emprego que tenho agora, que mantenho há mais de sete anos e onde tenho uma porção de responsabilidades extras, eu ainda me sinto assim. Fico esperando que descubram que eu não sei fazer porcaria nenhuma, e que toda a confiança que tinham em mim foi o resultado de eu ter enganado todo mundo.

Outro campo em que eu sofro bastante da síndrome é minha capacidade de escrever. Por mais que as pessoas que leem o que escrevo (bem poucas) gostem, eu sempre acho que estou fazendo tudo errado. Escrever este blog, por exemplo, é um ato de intensa vulnerabilidade. A cada post terminado, eu tenho a tentação de apagar tudo e deletar o blog, porque, afinal, é tudo uma porcaria.

Não vou dizer que escrever e publicar os posts tem ficado mais fácil, ou que eu tenho ficado mais confiante, mas eu tenho aprendido que não importa se é uma porcaria. É a minha porcaria, no meu blog, e quem não quiser ler não é obrigado, afinal. De repente, se eu repetir o bastante pra mim que não importa se está bom ou ruim, um dia eu chegue a acreditar que não sou tão ruim assim.

Ufa. Acho que já falei demais, não é? 

Que tal falar um pouco também? Você sofre ou já sofreu da síndrome do impostor? Que tal dividir sua experiência comigo nos comentários?

Beijinhos, e até o próximo post!

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